terça-feira, 3 de abril de 2012

Guaraná da Amazônia serve como matéria-prima para produção de papel


A descoberta surgiu a partir da parceria entre pesquisadores e pequenos empreendedores do Amazonas.

 Redação- jornalismo@portalamazonia.com
Foto: Ribamar Caboclo
MANAUS - Considerado um fruto sagrado pelos indígenas, o guaraná também é matéria-prima para refrigerantes e xaropes. O que muitos ainda não sabem é que com a frutinha é  possível produzir papel. A descoberta surgiu a partir da parceria entre pesquisadores e pequenos empreendedores do Amazonas.
De acordo com a empresária Salete Rocha, os estudiosos utilizam o refugo (resto) e o pigmento do guaraná para obter o papel. “A gente faz os testes com a composição de polpa até chegar ao ponto ideal”, destacou.
Benefícios do guaraná
O guaraná é um arbusto originário da Amazônia. Encontrado no Brasil e Venezuela, o fruto é cultivado principalmente no município de Maués (AM) e na Bahia. Os pequenos frutos vermelhos do guaraná trazem enormes benefícios a Saúde. Estudo realizado pelo Programa de Pós-Graduação em Bioquímica Toxicológica (UFSM), em parceria com Universidade Aberta da Terceira Idade (Unati) da Universidade do Estado do Amazonas (UEA) indica que a medicina natural já considera os frutos um dos alimentos capazes de revigorar as perdas orgânicas.
Riqueza de Maués
Em Maués (a 267 quilômetros de Manaus), os amazoneses cultivam o guaraná. Os moradores estão acostumados a plantar o fruto, colhê-lo, transformá-lo em bastões e ralar o guaraná na língua do pirarucu – conhecida como uma lixa natural por conta dos micro-dentes do peixe amazônico. Além de servir como fonte de renda para as famílias locais, o fruto enriquece o cardápio dos ribeirinhos.
Uma pesquisa indicou que o guaraná também está entre as prováveis causas da longevidade dos idosos de Maués.
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Brasil quer emplacar o peixe pirarucu como o ‘bacalhau da Amazônia’


Espécie nativa do bioma pode pesar até 250 kg e medir cerca de 3 metros.
Projeto gera renda para famílias ribeirinhas do Amazonas.


O “gigante” dos rios amazônicos, com mais de três metros de comprimento e até 250 kg, quer ganhar fama nas mesas brasileiras e, no futuro, competir com os "parentes" nórdicos pelo título de melhor bacalhau do mundo.
Essa é a intenção de um projeto realizado noAmazonas que tem a pesca do peixe pirarucu (Arapaima gigas) como principal gerador de renda para ribeirinhos do Baixo Rio Solimões.
A carne do peixe é destinada à produção de bacalhau, resultante de um processo de beneficiamento, que poderá ser utilizado em pratos tradicionais que têm o pescado como ingrediente principal.
O gosto é parecido com o bacalhau comum, normalmente importado da Noruega, de acordo com o chef gastronômico Felipe Schaedler, que trabalha com a carne do pirarucu em um restaurante de Manaus. Ele disse ser possível substituir o pescado "estrangeiro" pelo brasileiro
“Todas as receitas tradicionais podem ser feitas com o pirarucu”, disse Schaedler, que já criou em parceria com outro chef ao menos oito pratos com o bacalhau da Amazônia.
Pescador captura exemplar de pirarucu em lago da Amazônia. Espécie pode pesar até 250 kg e medir três metros (Foto: Divulgação/Jimmy Christian)Pescador captura exemplar de pirarucu em lago da Amazônia. Espécie pode pesar até 250 kg e medir três metros (Foto: Divulgação/Jimmy Christian)
Consumo sustentável
Esta realidade só foi possível devido à implantação da primeira indústria de salga de pescados no interior da floresta, em Maraã, a 635 quilômetros de Manaus (AM). A fábrica, a primeira da América do Sul, de acordo com o governo do Amazonas, vai permitir uma produção em massa do "bacalhau da Amazônia" e sua comercialização para outras regiões do país.
Da primeira safra de pirarucus destinados à obtenção do bacalhau (60 toneladas), o Grupo Pão de Açúcar adquiriu cinco toneladas que serão vendidas a partir deste mês nas lojas dos supermercados Pão de Açúcar das cidades de São Paulo e Rio de Janeiro.
O preço do quilo ficará entre R$ 35 e R$ 39, um valor competitivo se comparado ao bacalhau do Porto, por exemplo, que, em período de promoção, a mesma pesagem custa R$ 34,90.
É o primeiro passo para difundir o produto pelo resto do país, de acordo com Hugo Bethlem, vice-presidente executivo de Relações Corporativas do grupo, que também abrange as redes Extra e Assaí. Segundo ele, se o pescado “cair nas graças do consumidor", certamente haverá mais pedidos de compra.
“Esperamos que, com o tempo e a continuidade do manejo sustentável, consigamos elevar a venda deste pescado. Pode demorar um pouco, mas já demos o primeiro passo”, disse ele.
O grupo, segundo Bethlem, importa anualmente 5 mil toneladas de bacalhau, provenientes principalmente da Noruega e a rede é a terceira maior compradora de bacalhau do mundo.
O pescador Luiz Gonzaga segura embalagem com postas de bacalhau do pirarucu, o "bacalhau da Amazônia" (Foto: Eduardo Carvalho/G1)O pescador Luiz Gonzaga segura embalagem com postas de bacalhau do pirarucu, o "bacalhau da Amazônia" (Foto: Eduardo Carvalho/G1)
Sem impacto ambiental
De acordo com Eron Bezerra, secretário de Produção Rural do Amazonas, uma nova unidade da indústria de salga deve ser inaugurada ainda este ano em Fonte Boa, a 680 quilômetros da capital amazonense.
As duas unidades vão empregar diretamente 150 pessoas e gerar outros 5 mil empregos indiretos, principalmente na pesca.  Os empreendimentos tiveram investimento de R$ 4 milhões – divididos entre os governos estadual e federal, por meio da Financiadora de Projetos e Estudos (Finep), e pela Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa).
"Queremos concorrer com o bacalhau que vem da Noruega. Apesar da pesca ser controlada, temos muitos lagos dentro da Reserva Mamirauá e fora dela onde a pesca planejada poderá ser realizada. Queremos um nicho de mercado sustentável", disse.
Segundo recomendações do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais (Ibama), a pesca do pirarucu pode ocorrer apenas entre outubro e novembro, e em locais onde há atividades de manejo regulamentadas.
A primeira safra voltada para a produção de bacalhau ocorreu no ano passado e contou com 2.700 peixes que foram retirados de 37 lagos da Reserva Mamirauá.
“Esses peixes, encaminhados para a indústria, geraram uma renda de R$ 830 mil, valor que foi dividido por 530 pescadores. Isso ajuda a melhorar nossa condição de vida. Antes, o que pescávamos era apenas para alimentar minha família, meus filhos. Agora a gente consegue investir em uma casa melhor, em um novo motor para os barcos”, disse Luiz Gonzaga Medeiros de Matos, 47 anos, líder da colônia de pescadores de Maraã.
De acordo com Virgílio Viana, superintendente da Fundação Amazonas Sustentável (FAS), é uma oportunidade de difundir o consumo consciente.
Canapé com farofa de Uarini, pirarucu desfiado e pacovan na escama do peixe. Bacalhau do pescado amazônico pode ser empregado em pratos tradicionais. (Foto: Eduardo Carvalho/G1)Canapé com farofa de Uarini, pirarucu desfiado e pacovan na escama do peixe. Bacalhau do pescado amazônico pode ser empregado em pratos tradicionais. (Foto: Eduardo Carvalho/G1)

Campanha pelo caramuri como nome para bola de 2014 chega ao Senado


Em língua indígena,caramuri significa fruta da floresta que alimenta homens e animais. Juntamente às folhas verdes, ela tem a mesma combinação de cores da bandeira brasileira.

 Agência Senado
MANAUS - A campanha para dar à bola da Copa do Mundo de 2014 o nome de caramuri chegou nesta terça-feira (20) ao Senado. Representante da Associação Amazonense de Municípios, Beto Mafra expôs aos integrantes da Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE) as vantagens de se dar à bola o nome dessa fruta que tem as cores do país e só pode ser colhida de quatro em quatro anos – exatamente em datas coincidentes com a realização do campeonato mundial de futebol.


Em língua indígena, expôs Mafra, caramuri significa fruta da floresta que alimenta homens e animais. Juntamente às folhas verdes, ela tem a casca amarela e a semente azul – construindo, dessa forma, a mesma combinação de cores da bandeira brasileira.
Mafra foi convidado à comissão por iniciativa da senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM). Após a exposição, ela observou que, ao se dar à bola da Copa de 2014 um nome indígena, se estará ajudando a promover a Amazônia.
- Estaremos, com isso, divulgando a nossa região, que tanta importância tem para o país. A cara do Brasil é a Amazônia – disse Vanessa.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Rio Negro não deve superar cheia de 2009, mas recorde ainda não está descartado, afirma CPRM


Durante o alerta de cheia divulgado nesta segunda-feira, o CPRM informou que o nível do rio Negro, em Manaus, pode atingir até 29,96 metros, superando a marca de 2009, de 29,77, caso a chuva se intensifique em abril. Mas a estimativa é que a cota não ultrapasse a marca de 29,51 metros

    Em 1º de julho de 2009 o Rio Negro, em Manaus, atingiu a maior marca da história: 29,77 metros
    Em 1º de julho de 2009 o Rio Negro, em Manaus, atingiu a maior marca da história: 29,77 metros (Ney Mendes)
    O Rio Negro, em Manaus, não deve ter uma cheia recorde este ano. Pelo menos, essa é a estimativa que vem sendo considerada como a mais "possível" pelo Serviço Geológico do Brasil (CPRM), segundo o primeiro alerta de cheia feito pelo órgão para este ano, que foi divulgado na manhã desta segunda-feira.
    Apesar disso, o superintendente do CPRM, Marco Antônio de Oliveira, não descarta a possibilidade de a cheia deste ano superar todas as expectativas e o próprio recorde de 2009, ano da maior cheia, caso as chuvas na região se intensifiquem durante o mês de abril, concretizando as previsões meteorológicas para o período.
    De acordo com ele, o alerta de cheia aponta que o nível máximo do rio Negro, em Manaus, deve ficar entre 29,06 e 29,96 metros, quando o recorde histórico é de 29,77 metros, registrado em julho de 2009. Apesar da variação, o CPRM acredita que o nível máximo do rio Negro, este ano, deve ser de 29,51 metros, ou seja, 26 centímetros abaixo da marca histórica.
    Os próximos alertas de cheia serão emitidos nos dias 30 de abril e 31 de maio. 
    Várzea
    Apesar da previsão do CPRM, municípios localizados em áreas de várzea como Anamã, Barreirinha, Careiro da Várzea e Caapiranga deverão enfrentar situações críticas por conta da cheia deste ano, alertou o subsecretário do Subcomando de Ações de Defesa Civil do Amazonas, Hermogenes Rebelo.
    De acordo com ele, esses quatro municípios devem ser os mais castigados pela cheia deste ano na região. Além do Careiro da Várzea, outros municípios do entorno de Manaus já estão sofrendo os efeitos da cheia dos rios Negro e Solimões, segundo o Subcomadec. Centenas de famílias já foram afetadas, especialmente famílias de produtores rurais que possuem culturas nas várzeas, as primeiras áreas afetadas pela subida dos rios.
    Outras calhas
    E em outras calhas do Amazonas a cheia também vem superando as expectativas, até agora. Na calha do Juruá, sete municípios decretaram situação de emergência em fevereiro. Segundo o Subcomadec, o nível do rio Juruá já começou a baixar e as famílias já retornam para suas casas.
    Em meados de março foi a vez da calha do Purus decretar emergência. O primeiro município foi Boca do Acre, mas foi em Canutama que a situação mais se agravou, segundo o secretário de comunicação do município, Fregilson Rabelo.
    Em Canutama, mais de 1,4 mil famílias foram afetadas pela cheia e pelo menos 1,8 mil estudantes da rede municipal estão com as aulas suspensas porque as escolas estão debaixo d’água ou servido de abrigos para famílias. Na rede estadual também não há aulas, informou Rebelo. E o nível do rio continua subindo.
    E no final de março, quatro municípios do Alto Solimões decretaram situação de emergência, elevando para 18 o número de prefeituras amazonenses nessa situação por conta da cheia. No Alto Solimões, a cheia deste ano já é a segunda maior da história e os municípios devem receber ajuda humanitária para enfrentar os transtornos.
    Manaus
    Em Manaus, cerca de quatro mil famílias que vivem na orla da capital, em bairros da Zona Oeste que ficam na região da bacia do São Raimundo - como Glória, São Raimundo e São Jorge - podem ser afetadas pela cheia deste ano, alertou o coordenador da Defesa Civil municipal, coronel Ari Renato.
    Por conta disso, desde a semana retrasada técnicos da Defesa Civil municipal estão realizando vistorias em pontos que ficaram alagados durante a cheia recorde de 2009 para definir medidas que evitem novos prejuízos aos moradores, como a construção de passarelas entre as casas. 

    domingo, 1 de abril de 2012

    Rio Negro sobe e água se aproxima da pista de acesso à Ponte Rio Negro


    [ i ]Na cabeceira do lado de Iranduba, o rio pode ficar a apenas um metro e meio da estrada.
    Manaus - A estrada de acesso à Ponte Rio Negro, no lado de Iranduba, pode ficar submersa com a subida das águas do Rio Negro. Quem trafega na via já pode verificar as águas margeando a pista.
    “Nunca vi o rio chegar tão próxima da pista, tenho a impressão de que qualquer dia não poderei mais caminhar por aqui”, alertou o pastor Carlos Neves, 59, que todos os dias caminha nas proximidades da Ponte Rio Negro.
    A água também sobe de forma ameaçadora na cabeceira da ponte Rio Negro.  Com apoio de um GPS, a reportagem do Portal D24AM mediu, na última sexta-feira,  que a distância entre o atual nível da água e a pista do lado esquerdo da via está em torno de quatro metros. Caso a previsão de cheia da Defesa Civil se confirme, de 30,05 metros, os carros irão trafegar a um metro e meio das águas do  Rio Negro.
    Atualmente, os motoristas já param os veículos na cabeceira da ponte para pescar. Na sexta-feira, a reportagem encontrou três pessoas pescando. Em um balde estavam nove peixes de pequeno porte. “São piranhas”, comentou  o comerciante Itamar Nascimento, 34.
    Em visita ao Amazonas, o paulista e supervisor de vendas de uma empresa de refrigeração Cláudio Toledo olha com preocupação o avanço das águas. “Não conheço muito a região, mas acredito que esta parte deveria ser mais alta, não?!”, questionou. O paulista ficou mais surpreso ao saber que a previsão dos órgãos de monitoramento é que as águas subam  pelo menos mais dois metros.
     O prefeito de Iranduda, Nonato Lopes, reconheceu o risco das águas chegarem à pista, mas afirmou que não há risco de fechamento da via de  acesso à ponte. “Apesar das águas estarem subindo de forma assustadora, na construção da via foi levado em conta o nível da água na maior enchente que foi em 2009. Sinceramente, eu não creio que as águas possam comprometer o trânsito na pista”, avaliou o prefeito.
    Segundo ele, durante a enchente de 2009, o trecho onde hoje está a cabeceira da ponte e o cruzamento com a AM-070, mais conhecida como Manoel Urbano, não foi afetado pela cheia. “Todo este trecho está na mesmo altura, desta forma, eu não acredito em interdição ou fechamento da via”, frisou.
    Portal D24AM tentou ouvir o secretário estadual da Região Metropolitana de Manaus, René Levy, mas não obteve sucesso.
    Rio está 24 centímetros acima da cota de 2009
    Na sexta-feira, a cota do Rio Negro estava em 27,64 metros, 24 centímetros superior ao mesmo dia em 2009, ano da maior enchente registrada em Manaus. O gerente do setor de Hidrologia do Departamento de Recursos Minerais do Serviço Geológico do Brasil (CPRM), Daniel de Oliveira, explicou que a cheia dos rios da Amazônia  é causada pelo “represamento” que o Rio Solimões faz nas águas do Rio Negro. “Como o Solimões tem maior volume de água que o Rio Negro, ele faz uma barreira impedindo as águas do Negro de seguirem. Então, a tendência é o Rio Negro subir”.
    De acordo com boletim Divisão de Meteorologia do Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam), as chuvas devem permanecer acima do padrão no norte e noroeste do Amazonas em abril. Entre os meses de maio e junho, é esperado o retorno às condições de normalidade da precipitação em toda a região amazônica.

    Bíblia é o livro mais lido pelo brasileiro e Monteiro Lobato o escritor mais admirado


    Biblía e Monteiro Lobato são os preferidos dos brasileiros - Foto: Reprodução
    Biblía e Monteiro Lobato são os preferidos dos brasileiros - Foto: Reprodução
    A Bíblia continua sendo o livro mais lido pelos brasileiros – ganha dos livros didáticos e dos romances. Foi o que apontou pesquisa divulgada nesta semana pelo Instituto Pró-Livro sobre os hábitos de leitura da população. 

    Ao questionar os cerca de 5 mil participantes sobre os gêneros que costumam ler, a Bíblia foi citada por 42% e manteve-se no primeiro lugar da lista, mesma posição ocupada na edição anterior da pesquisa, em 2007.

    Os livros didáticos foram citados por 32%, os romances por 31%, os livros religiosos por 30% e os contos por 23%. Cada entrevistado selecionou em média três gêneros.

    Os títulos religiosos ganharam espaço na estante dos brasileiros. Na lista dos 25 livros mais marcantes indicados pelos entrevistados, o livro Ágape, do padre Marcelo Rossi, aparece em segundo lugar na lista. Perde apenas para a própria Bíblia e para A Cabana, do canadense William Young.

    Mesmo depois de mais de 60 anos da sua morte, Monteiro Lobato continua no imaginário da população. O escritor paulista permaneceu no topo da lista dos autores brasileiros mais admirados.

    Ciência dá fôlego à produção de banana no Amazonas


    Uma praga chamada sigatoka negra devastou muitos bananais, mas pesquisas ajudam a consolidar o desenvolvimento local.

     Juçara Menezes e Raimundo Picanço - Portal Amazônia e Amazon Sat
    MANAUS – O lanche nas escolas públicas amazonenses vai ganhar um aditivo de mais de 550 toneladas de banana em 2012. O número representa um grande avanço no cultivo do fruto no Estado, que , sofreu um grande abalo após a década de 80. Uma praga chamada sigatoka negra entrou pela região do alto Solimões e devastou muitos bananais, mas a ciência e a tecnologia ajudam a combater esse mal e consolidar o desenvolvimento local.
    O problema se espalhava para outros Estados brasileiros, quando a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) desenvolveu uma variedade de banana tolerante à praga. Atualmente, o fruto mais resistente é cultivado em Rio Preto da Eva, Presidente Figueiredo e Manacapuru. A banana, indispensável no cardápio do amazônida, também é produzida na região do Madeira. O município de Manicoré é considerado um dos maiores produtores do Estado.
    “A Embrapa já avançou muito, o governo do Estado distribuiu mudas para os produtores. Já temos vários bananais desenvolvidos com estas novas variedades. O ideal é aprimorar esta tolerância ao sabor tradicional da banana, tanto da prata quanto da maçã”, assinalou o presidente da Agência de Desenvolvimento Sustentável do Amazonas (ADS), Valdelino Cavalcante.
    Com o aumento da produtividade, é preciso organizar a produção para atender o mercado com qualidade. Esse trabalho começa pela capacitação dos agricultores, que reunidos adquirem conhecimento, nas unidades demonstrativas de banana, em uma espécie de intercâmbio. Em seguida, vem a etapa de liberação de crédito aos produtores.
    Após colhido, a banana segue para duas vertentes. Na hora da comercialização, a organização dos produtores é fundamental. Ou ela pode seguir para o aproveitamento, por meio da agroindústria. Em Presidente Figueiredo, por exemplo, a banana é transformada em doce, alterando para melhor também a vida da comunidade.
    A destinação de parte da produção da banana amazonense para a merenda escolar faz parte do Programa de Regionalização da Merenda Escolar (Preme). O projeto contratou produtores rurais, cooperativas e associações para a compra da fruta, produzida em vários municípios do Amazonas. Um ciclo virtuoso que ajuda a movimentar a economia, gerando oportunidade e renda para ribeirinhos e agricultores de vários pontos do Estado.
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