terça-feira, 14 de agosto de 2012

Governo diz que duplicação da rodovia AM-070 ainda depende de licitação


A enchente recorde no Amazonas mudou o projeto de duplicação da rodovia Manuel Urbano, que liga Manaus a Manacapuru.

 Portal Amazônia, com informações da Agecom
Trecho com buracos da AM-070. Foto: Reprodução/TV Amazonas
Trecho com buracos da AM-070. Foto: Reprodução/TV Amazonas
MANAUS – A enchente recorde registrada no Amazonas mudou o projeto de duplicação da rodovia AM-070, mais conhecida como Manuel Urbano, que liga Manaus a Manacapuru. Uma das adequações foi a elevação da grade da pista em alguns trechos. O projeto passa agora por um novo processo licitatório e atualmente está na fase de análise das propostas pela Comissão Geral de Licitação (CGL).
Entre alguns detalhes do projeto está a construção de duas pistas com 7,10 m de largura, com acostamento e drenagem de 2,30 m para cada lado em uma largura total de 18,80 m e extensão total de 78 km. Também está prevista a realização de obras de restauração com pintura e jateamento das pontes, a remoção e construção de guarda-corpo e a duplicação das pontes sobre o rio Miriti e Ariaú, bem como a pavimentação da nova pista duplicada.
“Nós entendemos a preocupação dos usuários da AM-070 e por isso mesmo estamos tentando acelerar o processo, apelando para que os motoristas tenham o máximo de atenção e cuidado, evitando o excesso de velocidade, até que nós possamos iniciar as obras de duplicação da rodovia, obras estas que serão definitivas”, ponderou a secretária estadual de Infraestrutura, Waldívia Alencar.
A titular da Seinfra explica que a AM-070, a exemplo da Manaus-Itacoatiara, não foi dimensionada para receber a quantidade de veículos que trafegam diariamente por ela, com cargas e pesos sempre acima do que ela foi construída para suportar. Segundo a pasta, com a utilização de forma inadequada, o surgimento de buracos, mesmo com a manutenção, torna-se inevitável.
Waldívia ressalta que a Seinfra tem monitorado diariamente estas rodovias identificando esses problemas para mantê-las trafegáveis. Exemplo disso é o trabalho de recuperação da AM-010 que está em plena execução, inclusive com a construção da nova Ponte na Poranga, em substituição à atual, cujas dimensões não comportam mais o volume de tráfego no local, além do fato de que sua estrutura vem apresentando sérios riscos.
No caso da AM-070, o  contrato de manutenção expirou recentemente. O processo de retomada de um novo contrato depende da abertura de um novo processo licitatório.
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segunda-feira, 30 de julho de 2012

Professores universitários rejeitam proposta do governo em assembléia

Em assembléia realizada nesta segunda-feira (30) na sede da Associação dos Docentes da Universidade Federal do Amazonas (Adua), os professores decidiram por rejeitar a última proposta de reajuste salarial feita pelo governo Federal.

A paralisação já ganhou a maioria das unidades acadêmicas da Ufam, onde 80% das aulas já estão paralisadas.
Professores rejeitaram a última proposta feita pelo governo (Lidia Ferreira)
A poucos minutos da tarde desta segunda-feira (30), em assembléia, os professores da Universidade Federal do Amazonas (UFAM), decidiram por unanimidade rejeitar a proposta do Governo Federal para o reajuste de salário da categoria.
De acordo com a assessoria da Associação dos Docentes da Universidade Federal do Amazonas (ADUA), os professores estarão  reunidos  até as 18h para fazer uma outra proposta de reajuste salarial e encaminhar ao Conselho Nacional de Greve. Esta, é um pouco diferente da proposta inicial da categoria, e tem como propósito servir de alternativa nas negociações com o governo. A greve dos docentes já completou 74 dias, e continua por tempo indeterminado.

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Professores decidem se greve na Ufam chega ao fim nesta segunda-feira

Os professores da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) vão avaliar, nesta segunda-feira (30), a proposta de reajuste salarial apresentada pelo governo federal para colocar fim ao movimento grevista da universidade que dura mais de dois meses. O parecer será colocado em votação durante assembléia que será realizada, às 10h, no auditório da Associação dos Docentes da Ufam (Adua).

De acordo com o integrante do Comando Local da Greve (CLG), professor Marcelo Saráfico, a proposta do governo reitera a apresentada no dia 13, pois não trata da reivindicação principal da categoria, a carreira do professor, mas apenas o reajuste salarial. Ele disse que o governo acaba reduzindo a carreira do professor.

“Precisamos de reposição salarial sim, mas também de carreira, afinal o reajuste salarial faz parte dela. O teto salarial é substantivo a greve. Com a proposta apresentada, cada unidade acadêmica da Ufam fará sua avaliação e a proposta será apresentada em assembléia. Em seguida, vamos colocar em votação se os professores aceitam ou não a proposta”, explicou.

Entre as propostas apresentadas pelos grevistas, segundo Seráfico, está às condições de trabalho, pois os professores não estão trabalhando em condições dignas. “Queremos fortalecer a universidade pública do Brasil. O governo passou um ano e meio analisando nossas propostas e ainda não deu a resposta sensata, pois trata uma questão seríssima como questão institucional”, avaliou.

Andes

A Associação Nacional dos Docentes do Ensino Superior (Andes), principal entidade representativa dos professores, divulgou, nesta quinta-feira (26), comunicado oficial rejeitando a nova proposta do Ministério do Planejamento. A informação já foi repassada às universidades de todo o país para embasar assembléia que acontecerão nesta sexta (27) e segunda-feira.

O documento afirmou que as alterações nos percentuais de aumento apresentadas pelo Planejamento “foram dirigidas às situações que demonstravam maior perda de valor real até 2015”, mas que, mesmo assim, “a maioria dos docentes terá valor real reduzido nos seus salários”.

O texto alega ainda que questões consideradas importantes pelos docentes, tais como a estruturação e a progressão de carreira; a gratificação por projetos institucionais e atividade de preceptoria; e os critérios para promoção de professores foram jogadas para frente, ficando sob a dependência da criação de grupos de trabalho.

sábado, 21 de julho de 2012

Lançamento oficial da campanha do Wanderley Barroso em Manacapuru

Foi lançada oficialmente a campanha no município de Manacapuru, o lançamento ocorreu com mais de 600 pessoas presentes, e as pessoas que encontravam-se no local eram todas da cede do município e logo logo estaremos na Zona Rural com nossa caravana, pois o povo do interior já espera ansiosamente, pois todos querem mudanças e progresso e com certeza isso ocorrerá com Wanderley Barroso no Camara dos Vereadores pois o município terá mais um camarada para fiscalizar e continuar com seu trabalho sério e responsavel e com isso conta com a ajuda de cada um que acredita em seu trabalho e em suas propostas... Agora é 65.123.

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Estabilidade da terra preta de índio inquieta pesquisadores

Solo ancestral apresenta propriedades que podem colaborar para desenvolvimento da agricultura e redução do efeito estufa

Por Marina Lopes
Pedaços de cerâmica podem ser encontrados na terra preta de índio / Foto: Divulgação Embrapa
Pedaços de cerâmica podem ser encontrados na terra preta de índio / Foto: Divulgação Embrapa
MANAUS - Com formação datada de aproximadamente 2 mil anos atrás, a Terra Preta de Índio inquieta pesquisadores. Eles  se interessem em estudar as propriedades estáveis do material em meio a mudanças climáticas. Segundo o arqueólogo Eduardo Góes Neves, para cientistas e agrônomos, entender o porquê desses solos serem estáveis é muito importante. “A ideia é tentar reproduzir esses parâmetros em áreas cultiváveis para reduzir o impacto que a agricultura itinerante tem sobre a floresta”, relata Neves.
De acordo com a linguagem cientifica, a terra preta de índio é um solo antropogênico, resultado de assentamentos indígenas. Produzido a partir da decomposição de restos animais e vegetais, possui alto teor de fertilidade e nutrientes como Potássio, Cálcio e Magnésio. Sua coloração escura se deve a grande quantidade de carbono queimado no local.
A reprodução deste solo pode promover o desenvolvimento da agricultura em áreas com escassez de alimentos. Segundo informações da pesquisa liderada pelo agrônomo  José Marques Jr, professor da Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias (FCAV), é possível obter terra preta por meio da queima de biomassa pelo método de pirólise, combustão em alta temperatura sem a presença de oxigênio.
Por conta da ausência de oxigênio, a cadeia química apresenta obstáculos para a decomposição realizada por microrganismos, explicando a elevada estabilidade do solo e a concentração de carbono orgânico.
Com a permanência de altas quantidades de carbono na terra, o impacto da atividade agrícola no lançamento de C0²  para a atmosfera poderia reduzir em 25%, de acordo com Marques Júnior.
Para o físico Paulo Artaxo, atuante em questões climáticas globais, algumas propriedades da terra preta podem ser estratégicas para a humanidade. “Se você enterra o carbono no ecossistema, onde o tempo de ciclagem dele passa a ser medido em milhares de anos, ao invés de dezenas como é o caso da atmosfera, ocorre um processo de sequestro de carbono. Se realizado em larga escala, poderia representar ser uma maneira de reduzir as emissões de CO² da atmosfera”.

*O arqueólogo Eduardo Góes Neves e o físico Paulo Artaxo comentaram sobre o tema durante conferência feita pela Oboré Projetos Especiais em Comunicação e Artes, no Instituto de Estudos Avançados da USP.

* Marina Lopes é estudante de jornalismo da Universidade Presbiteriana Mackenzie. Ela participa do projeto “Descobrir a Amazônia, Descobrir-se Repórter”, coordenado pela Oboré Projetos Especiais em Comunicação, no Instituto de Estudos Avançados da USP. Durante o curso são realizadas conferências de imprensa com especialistas sobre a Amazônia em diversas áreas. Um dos critérios de avaliação do curso é a publicação de textos sobre assuntos relacionados em veículos de comunicação da área.

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Defensor público morre atropelado em rodovia do Amazonas

José Antônio Tuma Neto chegou a ser socorrido e transportado para hospital de Manaus, onde faleceu minutos após dar entrada

  • Vítima é atendida no local do acidente por equipe do Corpo de Bombeiros
    FOTO: Divulgação
  • Bombeiros prestam atendimento à vítima de atropelamento na rodovia AM-070
    FOTO: Divulgação
  • Vítima de atropelamento na rodovia Manoel Urbano teve vários ferimentos pelo corpo
    FOTO: Divulgação
Minutos após dar entrada no hospital João Lúcio, localizado no bairro São José, na Zona Leste de Manaus, o defensor público José Antônio Tuma Neto, 54, morreu em decorrência do atropelamento, do qual foi vítima, por volta das 15h30, desta quinta-feira (7), no quilômetro 2, da rodovia estadual AM-070, a Manoel Urbano (Manaus – Manacapuru).
O acidente ocorreu no momento em que o motorista do veículo modelo Polo Sedan, de placas LPA 6901, Hugo Aratani, 31, tentou desviar de Tuma Neto.
O condutor do veículo perdeu a direção e acabou colidindo com um poste de iluminação pública, que tombou, além de atingir o defensor público.
Uma equipe do Corpo de Bombeiros, que se encontrava de serviço na cabeceira da Ponte rio Negro, foi deslocada até o local, onde efetuou os primeiros socorros, até a chegada de uma equipe de paramédicos do distrito do Cacau Pirêra, que os conduziu até o hospital João Lúcio.
Tuma Neto teve várias lesões pelo corpo, sendo necessário o uso do colar cervical e imobilizadores dos membros inferiores, pelo Corpo de Bombeiros.

Campanha educativa recolhe quatro toneladas de lixo próximo a ponte Rio Negro durante o feriado

Durante a ação, que contou com o apoio do Ipaam, secretarias e várias escolas, foram distribuídas mais de mil sacolinhas de lixo aos motoristas que passavam pela ponte

Estudantes recolhem lixo ao longo da estrada do Brito, em Iranduba. Ao fundo “turista” se diverte em pescaria num dos novos “points” de lazer do manauense
Estudantes recolhem lixo ao longo da estrada do Brito, em Iranduba. Ao fundo “turista” se diverte em pescaria num dos novos “points” de lazer do manauense (Euzivaldo Queiroz)
Estudantes da rede pública de Iranduba (município a 25 quilômetros de Manaus) recolheram nesta quinta-feira (7) quatro toneladas de lixo deixadas por “turistas” na cabeceira da ponte Rio Negro e nos lagos formados pela enchente ao longo da estrada do Brito. Durante a ação, que contou com o apoio do Instituto de Proteção Ambiental do Estado do Amazonas (Ipaam), secretarias e várias escolas, foram distribuídas mais de mil sacolinhas de lixo aos motoristas que passavam pela ponte.
Conforme o diretor presidente do Ipaam, Antonio Stroski, o objetivo era chamar a atenção da população e visitantes para o lixo produzido à margem da estrada do Brito, que liga a ponte à rodovia Manuel Urbano (AM-070), a Manaus-Manacapuru.
“A cheia criou um cenário muito agradável para que as pessoas passem o fim de semana ou feriado se divertindo. Mas a preocupação é que elas não podem vir a um ambiente natural e deixar as marcas da visita, jogando lixo no rio ou na margem da via”, advertiu Stroski.
De acordo com ele, o benefício do ambiente natural deve ser aproveitado por todos. “Se é um lugar bonito e agradável, devemos conservá-lo também para os nossos descendentes. Além do mais, já sabemos o que acontece quando não damos um destino adequado aos resíduos. Então, devemos deixar o ambiente limpo”, concluiu.
Mutirão
Com a ajuda de 70 estudantes da rede municipal de Iranduba, que fizeram a limpeza geral, o órgão ambiental quis despertar a consciência dos visitantes para o perigo de degradação do local. “Muitas vezes, as pessoas que frequentam esse lugar não percebem que o lixo deixado na beira da estrada ou no rio vai acabar a própria diversão deles porque os peixes vão morrer”, advertiu a professora Léia Dourado, 35.
Antes de começar a recolhida do lixo, a fanfarra da Escola Estadual Cecília Carneiro, de Iranduba, chamou a atenção dos frequentadores tocando músicas conhecidas.
“Esse tipo de ação deve acontecer sempre. Essa área ainda não está contaminada, mas você já vê garrafas PET e latas de refrigerante flutuando. Devemos ter cuidado para não estragar esse lugar”, disse a professora Hedríssia Alcantara, 37.
De acordo com os organizadores da ação de limpeza empreendida nesta quinta (7), depois do banho de rio, a pescaria é uma das práticas preferidas de quem frequenta as áreas alagadas da ponte.