sexta-feira, 27 de julho de 2012

Professores decidem se greve na Ufam chega ao fim nesta segunda-feira

Os professores da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) vão avaliar, nesta segunda-feira (30), a proposta de reajuste salarial apresentada pelo governo federal para colocar fim ao movimento grevista da universidade que dura mais de dois meses. O parecer será colocado em votação durante assembléia que será realizada, às 10h, no auditório da Associação dos Docentes da Ufam (Adua).

De acordo com o integrante do Comando Local da Greve (CLG), professor Marcelo Saráfico, a proposta do governo reitera a apresentada no dia 13, pois não trata da reivindicação principal da categoria, a carreira do professor, mas apenas o reajuste salarial. Ele disse que o governo acaba reduzindo a carreira do professor.

“Precisamos de reposição salarial sim, mas também de carreira, afinal o reajuste salarial faz parte dela. O teto salarial é substantivo a greve. Com a proposta apresentada, cada unidade acadêmica da Ufam fará sua avaliação e a proposta será apresentada em assembléia. Em seguida, vamos colocar em votação se os professores aceitam ou não a proposta”, explicou.

Entre as propostas apresentadas pelos grevistas, segundo Seráfico, está às condições de trabalho, pois os professores não estão trabalhando em condições dignas. “Queremos fortalecer a universidade pública do Brasil. O governo passou um ano e meio analisando nossas propostas e ainda não deu a resposta sensata, pois trata uma questão seríssima como questão institucional”, avaliou.

Andes

A Associação Nacional dos Docentes do Ensino Superior (Andes), principal entidade representativa dos professores, divulgou, nesta quinta-feira (26), comunicado oficial rejeitando a nova proposta do Ministério do Planejamento. A informação já foi repassada às universidades de todo o país para embasar assembléia que acontecerão nesta sexta (27) e segunda-feira.

O documento afirmou que as alterações nos percentuais de aumento apresentadas pelo Planejamento “foram dirigidas às situações que demonstravam maior perda de valor real até 2015”, mas que, mesmo assim, “a maioria dos docentes terá valor real reduzido nos seus salários”.

O texto alega ainda que questões consideradas importantes pelos docentes, tais como a estruturação e a progressão de carreira; a gratificação por projetos institucionais e atividade de preceptoria; e os critérios para promoção de professores foram jogadas para frente, ficando sob a dependência da criação de grupos de trabalho.

sábado, 21 de julho de 2012

Lançamento oficial da campanha do Wanderley Barroso em Manacapuru

Foi lançada oficialmente a campanha no município de Manacapuru, o lançamento ocorreu com mais de 600 pessoas presentes, e as pessoas que encontravam-se no local eram todas da cede do município e logo logo estaremos na Zona Rural com nossa caravana, pois o povo do interior já espera ansiosamente, pois todos querem mudanças e progresso e com certeza isso ocorrerá com Wanderley Barroso no Camara dos Vereadores pois o município terá mais um camarada para fiscalizar e continuar com seu trabalho sério e responsavel e com isso conta com a ajuda de cada um que acredita em seu trabalho e em suas propostas... Agora é 65.123.

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Estabilidade da terra preta de índio inquieta pesquisadores

Solo ancestral apresenta propriedades que podem colaborar para desenvolvimento da agricultura e redução do efeito estufa

Por Marina Lopes
Pedaços de cerâmica podem ser encontrados na terra preta de índio / Foto: Divulgação Embrapa
Pedaços de cerâmica podem ser encontrados na terra preta de índio / Foto: Divulgação Embrapa
MANAUS - Com formação datada de aproximadamente 2 mil anos atrás, a Terra Preta de Índio inquieta pesquisadores. Eles  se interessem em estudar as propriedades estáveis do material em meio a mudanças climáticas. Segundo o arqueólogo Eduardo Góes Neves, para cientistas e agrônomos, entender o porquê desses solos serem estáveis é muito importante. “A ideia é tentar reproduzir esses parâmetros em áreas cultiváveis para reduzir o impacto que a agricultura itinerante tem sobre a floresta”, relata Neves.
De acordo com a linguagem cientifica, a terra preta de índio é um solo antropogênico, resultado de assentamentos indígenas. Produzido a partir da decomposição de restos animais e vegetais, possui alto teor de fertilidade e nutrientes como Potássio, Cálcio e Magnésio. Sua coloração escura se deve a grande quantidade de carbono queimado no local.
A reprodução deste solo pode promover o desenvolvimento da agricultura em áreas com escassez de alimentos. Segundo informações da pesquisa liderada pelo agrônomo  José Marques Jr, professor da Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias (FCAV), é possível obter terra preta por meio da queima de biomassa pelo método de pirólise, combustão em alta temperatura sem a presença de oxigênio.
Por conta da ausência de oxigênio, a cadeia química apresenta obstáculos para a decomposição realizada por microrganismos, explicando a elevada estabilidade do solo e a concentração de carbono orgânico.
Com a permanência de altas quantidades de carbono na terra, o impacto da atividade agrícola no lançamento de C0²  para a atmosfera poderia reduzir em 25%, de acordo com Marques Júnior.
Para o físico Paulo Artaxo, atuante em questões climáticas globais, algumas propriedades da terra preta podem ser estratégicas para a humanidade. “Se você enterra o carbono no ecossistema, onde o tempo de ciclagem dele passa a ser medido em milhares de anos, ao invés de dezenas como é o caso da atmosfera, ocorre um processo de sequestro de carbono. Se realizado em larga escala, poderia representar ser uma maneira de reduzir as emissões de CO² da atmosfera”.

*O arqueólogo Eduardo Góes Neves e o físico Paulo Artaxo comentaram sobre o tema durante conferência feita pela Oboré Projetos Especiais em Comunicação e Artes, no Instituto de Estudos Avançados da USP.

* Marina Lopes é estudante de jornalismo da Universidade Presbiteriana Mackenzie. Ela participa do projeto “Descobrir a Amazônia, Descobrir-se Repórter”, coordenado pela Oboré Projetos Especiais em Comunicação, no Instituto de Estudos Avançados da USP. Durante o curso são realizadas conferências de imprensa com especialistas sobre a Amazônia em diversas áreas. Um dos critérios de avaliação do curso é a publicação de textos sobre assuntos relacionados em veículos de comunicação da área.

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Defensor público morre atropelado em rodovia do Amazonas

José Antônio Tuma Neto chegou a ser socorrido e transportado para hospital de Manaus, onde faleceu minutos após dar entrada

  • Vítima é atendida no local do acidente por equipe do Corpo de Bombeiros
    FOTO: Divulgação
  • Bombeiros prestam atendimento à vítima de atropelamento na rodovia AM-070
    FOTO: Divulgação
  • Vítima de atropelamento na rodovia Manoel Urbano teve vários ferimentos pelo corpo
    FOTO: Divulgação
Minutos após dar entrada no hospital João Lúcio, localizado no bairro São José, na Zona Leste de Manaus, o defensor público José Antônio Tuma Neto, 54, morreu em decorrência do atropelamento, do qual foi vítima, por volta das 15h30, desta quinta-feira (7), no quilômetro 2, da rodovia estadual AM-070, a Manoel Urbano (Manaus – Manacapuru).
O acidente ocorreu no momento em que o motorista do veículo modelo Polo Sedan, de placas LPA 6901, Hugo Aratani, 31, tentou desviar de Tuma Neto.
O condutor do veículo perdeu a direção e acabou colidindo com um poste de iluminação pública, que tombou, além de atingir o defensor público.
Uma equipe do Corpo de Bombeiros, que se encontrava de serviço na cabeceira da Ponte rio Negro, foi deslocada até o local, onde efetuou os primeiros socorros, até a chegada de uma equipe de paramédicos do distrito do Cacau Pirêra, que os conduziu até o hospital João Lúcio.
Tuma Neto teve várias lesões pelo corpo, sendo necessário o uso do colar cervical e imobilizadores dos membros inferiores, pelo Corpo de Bombeiros.

Campanha educativa recolhe quatro toneladas de lixo próximo a ponte Rio Negro durante o feriado

Durante a ação, que contou com o apoio do Ipaam, secretarias e várias escolas, foram distribuídas mais de mil sacolinhas de lixo aos motoristas que passavam pela ponte

Estudantes recolhem lixo ao longo da estrada do Brito, em Iranduba. Ao fundo “turista” se diverte em pescaria num dos novos “points” de lazer do manauense
Estudantes recolhem lixo ao longo da estrada do Brito, em Iranduba. Ao fundo “turista” se diverte em pescaria num dos novos “points” de lazer do manauense (Euzivaldo Queiroz)
Estudantes da rede pública de Iranduba (município a 25 quilômetros de Manaus) recolheram nesta quinta-feira (7) quatro toneladas de lixo deixadas por “turistas” na cabeceira da ponte Rio Negro e nos lagos formados pela enchente ao longo da estrada do Brito. Durante a ação, que contou com o apoio do Instituto de Proteção Ambiental do Estado do Amazonas (Ipaam), secretarias e várias escolas, foram distribuídas mais de mil sacolinhas de lixo aos motoristas que passavam pela ponte.
Conforme o diretor presidente do Ipaam, Antonio Stroski, o objetivo era chamar a atenção da população e visitantes para o lixo produzido à margem da estrada do Brito, que liga a ponte à rodovia Manuel Urbano (AM-070), a Manaus-Manacapuru.
“A cheia criou um cenário muito agradável para que as pessoas passem o fim de semana ou feriado se divertindo. Mas a preocupação é que elas não podem vir a um ambiente natural e deixar as marcas da visita, jogando lixo no rio ou na margem da via”, advertiu Stroski.
De acordo com ele, o benefício do ambiente natural deve ser aproveitado por todos. “Se é um lugar bonito e agradável, devemos conservá-lo também para os nossos descendentes. Além do mais, já sabemos o que acontece quando não damos um destino adequado aos resíduos. Então, devemos deixar o ambiente limpo”, concluiu.
Mutirão
Com a ajuda de 70 estudantes da rede municipal de Iranduba, que fizeram a limpeza geral, o órgão ambiental quis despertar a consciência dos visitantes para o perigo de degradação do local. “Muitas vezes, as pessoas que frequentam esse lugar não percebem que o lixo deixado na beira da estrada ou no rio vai acabar a própria diversão deles porque os peixes vão morrer”, advertiu a professora Léia Dourado, 35.
Antes de começar a recolhida do lixo, a fanfarra da Escola Estadual Cecília Carneiro, de Iranduba, chamou a atenção dos frequentadores tocando músicas conhecidas.
“Esse tipo de ação deve acontecer sempre. Essa área ainda não está contaminada, mas você já vê garrafas PET e latas de refrigerante flutuando. Devemos ter cuidado para não estragar esse lugar”, disse a professora Hedríssia Alcantara, 37.
De acordo com os organizadores da ação de limpeza empreendida nesta quinta (7), depois do banho de rio, a pescaria é uma das práticas preferidas de quem frequenta as áreas alagadas da ponte.

terça-feira, 22 de maio de 2012

Programa de Aquisição de Alimento pode ser ampliado para mais 19 municípios no Amazonas



Mais 19 municípios do Amazonas podem ser inseridos no Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), do Plano Brasil Sem Miséria, do Ministério do Desenvolvimento Social (MDS). Esta foi a conclusão do primeiro dia de reunião entre o Governo do Amazonas e o MDS, que encerra nesta sexta-feira, no auditório da Secretaria de Produção Rural do Amazonas (Sepror), na avenida Buriti - Distrito Industrial.

De acordo com o levantamento do MDS, o Amazonas tem muitos municípios onde os produtores rurais vivem com menos de R$ 70 de renda per capita. Esses municípios fazem parte do foco do Brasil Sem Miséria do Governo Federal. "O MDS fez um mapeamento dos municípios do Amazonas e identificou que muitos com características de serem inseridos no Brasil sem Miséria estão fora do programa e por isso há grande possibilidade de serem inseridos", explicou o coordenador do Plano Brasil Sem Miséria, Paulo Sérgio Cândido Alves.

"Faremos o que for possível para incluir esses novos produtore", enfatizou o secretário de Produção Rural, Eron Bezerra.

Há uma estimativa que nesses 19 novos municípios que podem aderir ao programa uma média de 6 mil produtores tenham um ganho mensal de menos de R$ 70.

Atualmente existem três grupos que podem fazer parte do PAA: o grupo 1 que tem assistência técnica do Brasil Sem Miséria, está inserido no grupo Território da Cidadania e tem até 200 produtores rurais com renda per capita abaixo de R$ 70; o grupo 2 no qual as famílias seguem os critérios anteriores sendo que não precisam ter assistência técnica do Brasil Sem Miséria e o grupo 3 no qual apenas não precisam estar inseridas no Território da Cidadania.

"O MDS identificou que existem 19 municípios no Amazonas com o perfil dos grupos 2 e 3. Agora vamos analisar se temos condições de incluir todos eles nesse novo termo de adesão ainda este ano", completou o secretário de Produção Rural, Eron Bezerra.

Atualmente o Amazonas tem 17 municípios aptos a vender sua produção agrícola ao PAA do Governo Federal. De acordo com o MDS há possibilidade de aumentar o número de municípios a cada ano para atender a demanda do Brasil sem Miséria.

Nesta sexta-feira, representantes das prefeituras municipais e de entidades sociais definem quais dos 19 municípios serão inseridos no PAA.

Pobreza no Amazonas
Segundo o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, o Amazonas ocupa o 9º lugar no ranking da pobreza brasileira, com 4% (648.694) dos miseráveis, segundo da região Norte, atrás do Pará com 8,8% (1.432.188). Manaus detém 2%, isto é, a metade dos pobres do Amazonas.

Mais de cem casas serão entregues a produtores rurais, no Amazonas


A ação é resultado de convênio entre Governo Federal e Estadual.
Entra será realizada entre os meses de maio e junho.

Do G1 AM
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Casas têm área de 44 metros quadrados (Foto: Jimmy Christian/Sepror)Casas têm área de 44 metros quadrados (Foto: Jimmy Christian/Sepror)
Produtores rurais do Amazonas receberão, entre os meses de maio e junho, 124 casas. A ação faz parte do Programa Social de Habitação, resultado de convênio entre Governo Federal e Estadual.
Nesta terça-feira (22), serão entregues 16 casas no município de Borba. No dia 2 de junho, as cidades contempladas serão Tefé, Alvarães e Maraã. Os municípios de Tonantins e Amaturá também serão beneficiados pelo programa no dia 03 de junho.
O programa tem como objetivo diminuir o êxodo rural no Amazonas e dar mais qualidade de vida aos produtores rurais. As famílias contempladas com as casas foram previamente cadastradas pela Secretaria de Produção Rural (Sepror).
As casas foram construídas com recursos do Ministério das Cidades e têm área de 44 metros quadrados projetados de acordo com os costumes locais. Os cômodos dividem-se em sala, quarto, cozinha, banheiro e varanda. As casas são entregues no nome da mulher para evitar que ela e os filhos fiquem sem moradia caso haja algum tipo de desentendimento entre o casal.