quarta-feira, 7 de março de 2012

Confirmado! Rede TV irá transmitir AFC para todo o Brasil


A emissora realizou uma coletiva para anunciar a transmissão ao vivo das lutas do card principal da segunda edição do Amazon Forest Combat

     Murilo Bustamante, Américo Martins, Marcelo Alex, Amilcare Dallevo Neto, Rodolfo Santana, Thales Leites e Ronys Torres
    Murilo Bustamante, Américo Martins, Marcelo Alex, Amilcare Dallevo Neto, Rodolfo Santana, Thales Leites e Ronys Torres (Renata de Paula/ Rede TV)
    A Rede TV realizou uma coletiva de imprensa nesta quarta-feira (07), em sua sede, em Osasco (SP), para anunciar a transmissão ao vivo das lutas do card principal da segunda edição do Amazon Forest Combat, que acontecerá no dia 31 de março, na Arena Amadeu Teixeira, Zona Centro-Oeste de Manaus.
    No evento, estavam presentes executivos da emissora e do AFC, além dos atletas Murilo Bustamante, Ronys Torres e Thales Leites.
    Para o diretor de Novos Negócios da RedeTV!, Amilcare Dallevo Neto, com a transmissão exclusiva deste evento do AFC em Manaus, a emissora retoma a trilha bem-sucedida iniciada em 2009 com o UFC:
    "Acreditamos no enorme potencial do AFC que, em pouco tempo, tenho certeza, fará parte obrigatória do calendário esportivo internacional de eventos de MMA". De acordo com Dallevo Neto, a meta da emissora é também voltar a dar relevância a este grande esporte no país.
    O superintendente de Jornalismo e Esportes da RedeTV!, Americo Martins, ressalta a importância da RedeTV! na popularização do esporte no Brasil: 
    "A transmissão do AFC marca a volta do MMA à RedeTV!, a verdadeira emissora desse esporte no Brasil. Afinal, a RedeTV! foi a pioneira na transmissão dos eventos de MMA no País, ajudando a popularizar o esporte e acabando com o preconceito que existia em relação a esse tipo de luta".
    Murilo Bustamante, protagonista da luta principal, ressaltou a importância da parceria entre o AFC e a RedeTV! e fez uma previsão:
    “O Brasil tem um enorme potencial para se tornar, se não o principal, um dos maiores mercados de MMA do mundo”.
    Os organizadores do torneio brasileiro comemoram a aposta da RedeTV! na transmissão do AFC.
    "O AFC, desde sua criação, tem a visão de ser o número um na indústria do MMA no Brasil, com a missão de operar com excelência de serviços com pessoas competentes e comprometidas. Esperamos que o público que vá à arena ou que assista pela TV possa perceber isso e também valorizar um produto genuinamente brasileiro como é o AFC", diz Fabrício Cavalcante, Card Management do AFC.
    Ainda estão previstas mais três edições do AFC em 2012, com a possibilidade de São Paulo sediar a terceira edição. Para 2013, a expectativa da organização é de realizar dez edições, uma delas internacional.

    Criação do Instituto Chico Mendes é considerada ilegal pelo Supremo


    Supremo decide pela ilegalidade da criação do ICMbio_Foto:Hugo FreitasO Supremo Tribunal Federal decidiu nesta quarta-feira (7), por sete votos a dois,  que a criação do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) em 2007 foi ilegal.

    Segundo os ministros, a medida provisória (MP) que criou o órgão ambiental tramitou de forma errada no Legislativo. Para que o instituto não seja fechado, os ministros deram prazo de dois anos para que o Congresso Nacional reaprecie a matéria.

    A discussão não afeta apenas o ICMBio, mas todo o rito de tramitação das medidas provisórias no Congresso Nacional. Desde 2001, uma emenda à Constituição determina que as medidas provisórias só podem ser aprovadas se apreciadas por uma comissão parlamentar mista antes de passar pelos plenários da Câmara e do Senado.

    No entanto, poucas medidas provisórias obedeceram a esse rito, entre elas, a MP Nº 366, que resultou na lei que desmembrou o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e criou o Instituto Chico Mendes.

    O assunto chegou ao STF em 2008, por meio de uma ação da Associação Nacional dos Servidores do Ibama. Além de apontar o erro na tramitação legislativa, a associação ainda acusou o ICMBio de ter a mesma função do Ibama, implicando em inchaço da máquina pública e gastos desnecessários para a sociedade. Outro ponto atacado pela ação foi o fato de não estar caracterizado o critério de urgência e relevância para tratar do assunto por meio de medida provisória.

    Na defesa do ICMBio, o advogado-geral da União, Luís Inácio Adams, alegou que a criação do instituto foi necessária e urgente porque, naquele momento, o desmatamento do país avançava drasticamente, depois de três anos de bons indicadores.

    A maioria dos ministros concordou com esse ponto de vista, entendendo ainda que cabe ao Executivo e ao Legislativo determinar o que é relevante para ser tratado por meio de MP. “Verifico que, em se tratando de meio ambiente, a matéria é sempre urgente. O planeta não pode mais esperar pelas medidas protetivas dos governos”, disse o ministro Ricardo Lewandowski.

    Ele e o ministro Cezar Peluso foram os únicos a votar contra a ilegalidade do processo que levou à criação do ICMBio. Os dois defenderam a tese de que o rito de tramitação das medidas provisórias foi moldado de acordo com as necessidades e urgências políticas dos dois Poderes.

    Por outro lado, o ministro Marco Aurélio Mello defendeu que o vício na tramitação legislativa da MP do ICMBio deveria resultar no fechamento do órgão, sem prazo para regularização. Mas prevaleceu o entendimento de que o problema pode ser sanado pelo próprio Congresso.

    Enchentes no interior causam prejuízos a produtores rurais


    Produção rural no interior está sendo perdida por da cheia – Foto: Michel Mello/Arquivo Em Tempo
    Produção rural no interior está sendo perdida por da cheia – Foto: Michel Mello/Arquivo Em Tempo
    Trabalhadores rurais do interior do Amazonas sofrem com a perda da produção ocasionada pela cheia dos rios causada pela chuva. Em algumas localidades, segundo os produtores, os prejuízos chegam a ser totais, diante de um cenário de desolação com os investimentos perdidos. 

    Em Pauini (a 923 quilômetros de Manaus), onde 60% da população de 18 mil habitantes vivem da agricultura, a água devastou completamente as plantações do município, que está situado à margem esquerda do rio Purus e cultiva, principalmente, banana e a mandioca.

    "A enchente está muito grande. Toda a zona rural está coberta pelas águas. A perda foi de 100% da produção", afirmou o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais em Pauini, Francisco Lopes de Souza.

    Além de Pauini, os municípios de Boca do Acre e Lábrea (a 1.028 e 702 quilômetros de Manaus, respectivamente) registraram perdas totais da produção, conforme a Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado do Amazonas (Fetagri-AM).

    Segundo o gerente local do Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Estado do Amazonas (Idam), Reginaldo Lima, a subida da água ameaça também toda a produção de frutas e hortaliças da área de várzea de Manacapuru.

    "O nível da água se antecipou em dois meses, pegando os produtores desprevenidos", enfatizou.

    O secretário de Produção Rural, Eron Bezerra, destacou que o governo do Estado tem se mobilizado para prestar ajuda aos trabalhadores rurais afetados pelas enchentes. Ele salientou que ainda não dá para saber o tamanho real dos estragos causados pelas chuvas, a avaliação será feita quando a água baixar.

    Porém, o secretário ressaltou que o governo estabeleceu um auxílio de R$ 400 como ajuda emergencial por família de produtor, além de ter solicitado ao Ministério da Agricultura a liberação de R$ 10 milhões para socorrer os trabalhadores rurais quando o volume dos rios diminuir.

    Conforme a Sepror, Pauini e Tefé não constam da lista composta de dez municípios que possuem problemas com enchentes. São eles: Manacapuru, Coari, Careiro da Várzea, Boca do Acre, Guajará, Envira, Ipixuna, Itamarati, Carauari e Juruá.

    Polícia Federal apreende cocaína em comunidade de Manacapuru, AM



    Três homens foram presos em flagrante durante operação.
    Polícia apreendeu motocicletas e um motor de popa.

    Do G1 AM
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    Droga apreendida pela polícia (Foto: Reprodução TV Amazonas)Droga apreendida pela polícia
    (Foto: Reprodução TV Amazonas)
    A Polícia Federal (PF) apreendeu, nesta terça-feira (6), 120 kg de cocaína que estavam escondidas em um sítio de uma comunidade rural de Manacapuru, interior do Amazonas.
    De acordo com o delegado federal Alexandre Rabelo, três homens foram presos em flagrante. A droga faz parte do tráfico de entorpecentes que desce o rio Solimões com destino a capital.

    Além da droga foram apreendidas três motocicletas supostamente roubadas e um motor de popa que teria sido utilizado no transporte da droga.
     

    Princesa quer levar público recorde para o Gilbertão no sábado

    Princesa quer a massa vermelha no Gilbertão-Foto:Flexando-asA  expectativa da diretoria do Princesa do Solimões é que no jogo contra o Nacional, no próximo sábado (10), o estádio Gilberto Mestrinho, o conhecido Gilbertão, bata o seu recorde de público desse campeonato. 
    De acordo com o diretor Rafael Maddy a torcida do princesa deve lotar o estádio, pois a equipe vai se desdobrar em campo para conseguir um bom resultado. Ele salientou ainda que o Nacional é o favorito e deve ser respeitado como tal. Mas o Princesa vai para o jogo sabendo que também pode vencer. "Nós estamos otimistas quanto ao público e vamos fazer de tudo para sair com uma vitória", disse Rafael.

    Na opinião do diretor o único grande impecilho para que esse objetivo de um grande público seja contrariado é a chuva. "Aqui em Manacapuru tem caído uns temporais que assusta todo mundo. Por isso, temos que pedir que não chova, para o público comparecer", explicou o diretor.

    Rafael Maddy disse também que nesta terça-feira (6) o time fez apenas um treino recreativo no balneário Cirandeira Bela, pois o apronto com bola só  a partir desta quarta."Aproveitamos o recreativo para uma conversa de análise dos erros do último jogo contra o Penarol. O técnico Lana sabe muito bem fazer isso", explicou Maddy.

    Ao falar sobre a possibilidade de ganhar o primeiro turno e se garantir na Copa do Brasil, o diretor fez questão de ressaltar que primeiro tem a batalha contra o Naça, mas que disputar uma competição Nacional e realizar jogos em Manacapuru, é um grande sonho.

    terça-feira, 6 de março de 2012

    Calçadão de Manacapuru desaba com a enchente


    Pelo menos 500 metros da orla do município de Manacapuru (a 84 quilômetros de Manaus) está com a estrutura comprometida. Com a cheia, a força da correnteza do rio Solimões tem contribuído para o desabamento de parte da orla, que começou a ceder desde a última enchente, em 2011.
    A prefeitura do município já isolou o local, decretou estado de emergência e espera solução da Defesa Civil estadual e nacional.
    O local isolado compreende a área de entretenimento da cidade, onde funcionavam dez restaurantes e bares.
    “A orla possui uns dois quilômetros. Essa área precisou ser interditada por conta das crateras e queda do muro de arrimo, o que comprometeu não apenas a renda dos comerciantes, mas o passeio das famílias nos fins de semana, por se tratar de um ponto turístico”, disse o prefeito Edson Bessa.
    De acordo com o secretário de Meio Ambiente e Turismo, Daniel Guedes, o problema do desmoronamento está na precária construção da estrutura do muro de contenção do barranco, que foi erguido em 2002.

    Algumas curiosidades da Amazônia

    Num único dia, o Amazonas despeja no Oceano Atlântico mais água do que toda a vazão do Rio Tâmisa, em Londres, durante um ano inteiro. Só a Bacia do Rio Negro, um dos afluentes do Amazonas, tem mais água doce do que toda a Europa. 

    O volume de terra que o Rio Amazonas joga no mar é tão grande que, graças a esses sedimentos, o litoral da Guiana Francesa e do Amapá está crescendo. Esse crescimento, ainda não medido, já aparece em imagens de satélites. 

    A Ilha de Marajó é na verdade um arquipélago. O número exato de ilhas ninguém conseguiu ainda contar, mas é de pelo menos 2.000. Ocupam uma área de 50.000 quilômetros quadrados, maior que a Suíça. 

    Ao contrário do que se poderia imaginar, os rios mais feios da Amazônia, os de água barrenta, são os mais generosos para a vida na região. Carregam sedimentos que arrancaram da Cordilheira dos Andres e de outras regiões por onde passam. Na enchente, depositam no solo esses sedimentos, adubando quilômetros nas vizinhanças do rio. Ali, as plantações nascem viçosas quando as águas baixam. Esses rios também têm mais peixes. 

    Os rios escuros, como o Negro, são muito mais bonitos, mas a água é ácida e pobre em nutrientes. Apenas 5% dos peixes vendidos em Manaus vêm do Rio Negro, que banha a cidade. 

    Tubarões e outros peixes do mar entram com certa regularidade no Amazonas. Eles não se reproduzem na água doce, mas conseguem se dar relativamente bem. Tubarões já foram pescados até em Iquitos, no Peru, uns 4000 quilômetros rio acima. 

    Das 483 espécies de mamíferos existentes no Brasil, 324 vivem na Amazônia (67%). Das 141 de morcegos, 125 voam por lá. 

    Com 30 milhões de espécies, os insetos formam o maior grupo de seres vivos na Terra, sem levar em conta bactérias e microrganismos. Na Amazônia está um terço deles.

    Quem não gosta de répteis precisa saber: há 300 espécies desses animais na Amazônia, de cobras a lagartos. 

    O nome Amazonas foi dado pelo frei espanhol Gaspar de Carvajal, o primeiro cronista europeu a viajar pelo rio, durante a expedição de Francisco de Orellana, na primeira metade do século XVI. O frei afirmou que sua embarcação foi atacada por mulheres que, como na mitologia grega das amazonas, pretendiam escravizar os homens para procriar antes de matá-los. 

    As mais antigas evidências arqueológicas da existência humana na Amazônia são de, pelo menos, 12.000 anos atrás. 

    Os índios brasileiros, que eram 6 milhões na época do descobrimento, hoje são 300.000. Enquanto a população total do Brasil cresceu 27 vezes, a dos índios diminuiu vinte. Quando os portugueses chegaram ao Brasil, havia em torno de 1.300 línguas indígenas no país. Restaram 170. 

    Dois em cada três índios brasileiros vivem nas reservas indígenas da Amazônia. São 170.000 pessoas em um território equivalente a quase três Alemanhas. Só os 8.200 ianomâmis ocupam uma área de 94.000 quilômetros quadrados, maior que a área de Portugal. Cada índio brasileiro hoje possui em média 3,6 quilômetros quadrados, mais de duas vezes o Parque do Ibirapuera, em São Paulo. No total, é dos índios quase 12% do território nacional. 

    Há sinais de 53 grupos indígenas ainda isolados, sem contato com a civilização tecnológica, todos na região amazônica. Sujeitos a contatos casuais, os índios continuam despreparados para enfrentar as doenças dos brancos e vivem no nomadismo. 

    Krenakore, o nome dos índios gigantes da Amazônia, significa "cabeça cortada redondo", uma referência ao seu corte de cabelo em forma de meio coco. É uma designação de cunho pejorativo, dada pelos rivais kayapós. Os krenakores preferem chamar-se de panarás, a palavra para o pronome "nós". 

    Durante o ciclo da borracha (1879-1912), a Amazônia foi responsável por quase 40% das exportações brasileiras. Manaus era a capital mundial da venda de diamantes, e o seu teatro, com 681 lugares, foi construído na Europa e trazido de navio para ser montado no Brasil. Sob o calor de 40 graus, os ricaços usavam terno, gravata-borboleta e colete, imitando os ingleses. As mulheres vestiam-se com modelos parisienses.

    Graças à borracha, nos primeiros anos deste século a Amazônia teve uma renda per capita duas vezes superior à da região produtora de café São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo. A riqueza acabou quando ingleses levaram as mudas de seringais para a Malásia, até hoje líder mundial na produção de borracha natural. 

    Até 1839, a borracha era um artigo que agradava mais aos curiosos do que aos empresários. Ela derretia no calor e tornava-se quebradiça no frio. Naquele ano, um americano chamado Charles Goodyear (daí a marca do pneu) descobriu o processo de vulcanização da borracha. Isso a tornou estável, tanto no frio quanto no calor. O comércio explodiu. Entre 1850 e o começo deste século, as exportações do produto na Amazônia aumentaram trinta vezes.