terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Vem aí a festa da juta e malva no Paraná do Paratari (paratarizinho)

Dias 10 e 11 de Março acontecerá a festa da juta e malva no Paraná do Paratari conhecido também como paranazinho. Terá torneio masculino e femino, tarde dançante, será ecolhida a garota juta e malva,leilão e muito mais.
Todos o anos a associaçaõ da comunidade juntamente com seus colaboradores realizam a tradicional festa da juta e malva, onde o povo da comunidade e das comunidades vizinhas, de Manacapuru e de Manaus se encontram para realizar a festa, onde é uma fonte de renda para a comunidade,além de proporcionar diversão e lazer para os comunitários.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

TRE cassa mandato de deputado federal Sabino Castelo Branco no Amazonas

Redação - jornalismo@portalamazonia.com
Foto: Divulgação
MANAUS - O deputado federal Sabino Castelo Branco (PTB) foi cassado, por unanimidade, nesta segunda-feira (27), em julgamento no Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM). O parlamentar  respondia a uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE).  O relator do processo, desembargador Flávio Pascarelli votou pela cassação e inegibilidade do deputado por oito anos por uso indevido de meios de comunicação e abuso do poder econômico.
O vereador Reizo Castelo Branco (PTB), filho do deputado, também foi atingido pela decisão. Apesar do mandato atual estar mantido, ele não poderá concorrer à reeleição. Sabino poderá permanecer no cargo até o julgamento do recurso. A decisão cabe recurso ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Programa de televisão
O parlamentar comanda, juntamente com o filho dele, o vereador Reizo, um programa de Televisão em uma emissora local.  Durante o pedido de cassação do mandato de Sabino, todas as preliminares arguidas pela defesa do deputado foram rejeitadas pelo TRE.
No lugar de Sabino, deverá assumir o ex-deputado federal Luiz Fernando Nicolau.
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quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Governo nega atraso em obras de defensas da Ponte Rio Negro

Juçara Menezes - jornalismo@portalamazonia.com.br
Fabricação das defensas, em sua primeira etapa. Foto: DIvulgação
Fabricação das defensas, em sua primeira etapa. Foto: DIvulgação
MANAUS – Em dezembro do ano passado, o titular da Secretaria do Estado da Região Metropolitana (SRRM), Renê Levy afirmou que as defensas da Ponte Rio Negro seriam instaladas até este  mês. Mas, o prazo para a entrega desta parte do empreedimento mudou.
De acordo com Levy, as estruturas serão instaladas até o fim do próximo mês (março). O secretário alegou que a entrega não foi adiada e que o cronograma está sendo seguido. “Acontece que vários equipamentos vêm de fora. Estes insumos foram fabricados especificamente para a obra. As poitas (ancoragem) já estão instaladas. Agora, vamos fazer os ajustes de posicionamento”, informou Levy.
Construídos na China e na Espanha, as amarras, elos e guinchos vieram de barco para o Amazonas. Segundo o diretor do Estaleiro Rio Negro (Erin), Carlos Custódio, o peso dos materiais impossibilitou o transporte por via aérea. “Há cabos específicos que não são construídos no Brasil. Além disso, são precisos tamanhos diferentes para os canais principais e os secundários”, explicou.
Importância das defensas
As defensas são estruturas criadas com a finalidade de proteger os pilares da ponte em situações de colisão. Para evitar possíveis impactos com embarcações, as estruturas se ajustarão de acordo com o nível do rio Negro. A parte inferior já foi instalada. Atualmente, os operários constroem a parte mais visível do monumento.
Orçada originalmente em R$ 89 milhões, a construção das defesas recebeu um aditivo de supressão. A medida levou à redução do valor para R$ 64 milhões, uma economia de 25%. “Normalmente, há aditivo para aumentar o valor, o que não ocorreu neste caso”, desatcou Levy.
Saiba mais: Especial: Ponte sobre o Rio Negro
Conforme o secretário, as defensas têm capacidade para suportar choques de embarcações de até 20 mil toneladas. Os canais principais e secundários terão dois sentidos de navegação, para embarcações que sobem e descem o rio.
Com a instalação das defensas, o projeto de construção da Ponte estará finalizado. O sistema de proteção dos pilares começou a ser construído em agosto de 2011.
A construção das defensas envolve várias fases: jateamento, processamento (corte do aço), pré-montagem, pós-montagem, montagem, soldagem, acabamento, instalação dos equipamentos, pintura, lançamento e apoitamento (ancoragem). Neste processo, trabalham cerca de 350 pessoas.


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terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Cerca de 90% das embarcações registradas na Amazônia circulam no AM

Capitão dos Portos da Amazônia Ocidental Paulo César
Capitão dos Portos da Amazônia Ocidental Paulo César (Divulgação)
A Capitania dos Portos, por seu serviço de registro de embarcações,  tem sido criticada. O processo é lento e demorado, o que desto do momento vivenciado pelo setor náutico, que está de vento em popa. Em 2011, 404 lanchas (esporte e recreio) e 87 jet-skis foram licenciadas na Amazônia Ocidental, ante 290 e 38 do ano anterior, respectivamente, aumento de 139% de registros de lanchas e de 229% de jet-skis. Cerca de 90% dessas embarcações, referem-se a licenciamentos do Amazonas. Somente em Manaus, ano passado, foram inscritas 726 embarcações regionais de todos os tipos. A seguir a entrevista com o  capitão-de-Mar-e-Guerra, Paulo Cesar Machado.
Apresentada a documentação exigida, qual o prazo para expedição das inscrições provisória e definitiva das embarcações?
Existe um protocolo de requerimento, que é recebido no ato da entrega dos documentos pelo interessado. Este protocolo será válido para navegação por 30 dias. No entanto, o recebimento deste protocolo está condicionado à entrega de todos os documentos necessários para inscrição. Após a verificação qualitativa dos documentos, a Capitania Fluvial da Amazônia Ocidental (CFAOC) emite o Título de Inscrição de Embarcação (TIE), apenas para os processos cuja documentação esteja de acordo com as normas. Caso não seja julgado regular, o processo será devolvido ao interessado para as devidas correções, interrompendo a tramitação.
Há pessoas que dizem estar esperando há um ano pelo registro. A Capitania tem gente suficiente para atender a demanda por esse documento?
O quantitativo de pessoas que trabalham no setor de inscrição de embarcações vinha se mostrado suficiente. No entanto, com o grande aumento da demanda resultante do aquecimento da economia e da fiscalização por parte da CFAOC, houve forte acréscimo de serviço.
A inscrição depende apenas da Capitania ou precisa ir para o Rio de janeiro?
As embarcações que possuem Arqueação Bruta (volume total interior de uma embarcação) superior a 100, são inscritas na CFAOC e registradas no Tribunal Marítimo (TM), no Rio de Janeiro.  Toda embarcação nacional que possui AB maior que 100 deve ser registrada no Tribunal Marítimo.
 No caso do Título de Inscrição da Embarcação (TIE) definitivo é tudo feito por Manaus?
O Título de Inscrição de Embarcação (TIE) é emitido pela CFAOC ou por sua Delegacia e Agências subordinadas, excetuando-se as embarcações, que possuem Arqueação Bruta (AB) superior a 100, que são inscritas na CFAOC e registradas no Tribunal Marítimo (TM), no Rio de Janeiro. Somente nestes casos o processo de inscrição é encaminhado aquele Tribunal.
Quais os erros mais comuns de quem procura a Capitania para registrar embarcações?
As embarcações cujo registro junto ao TM é necessário, quase em sua totalidade recebem papeleta de exigências (PE), aproximadamente 95%. As embarcações com AB menor que 100, que são apenas inscritas na CFAOC, cerca de 70%. Os erros e falhas mais freqüentes são: falta de documentos autenticados, sem firma reconhecida, seguro com quantidade inferior à capacidade de passageiros da embarcação e, sobretudo a entrada da solicitação da inscrição sem ter realizado a vistoria da embarcação (prática comum para informar ao proprietário que o processo já deu entrada na CFAOC). O procedimento correto é solicitar inicialmente a vistoria e, após o recebimento do respectivo laudo, solicitar a inscrição.
O que a Capitania faz informar os usuários sobre os procedimentos corretos?
Como meios de informações dispomos do grupo de atendimento ao público; da Carta de Serviço ao Cidadão, das Normas e Procedimentos da Capitania Fluvial da Amazônia Ocidental (NPCF-2012), que se encontram disponíveis no site da CFAOC (www.cfaoc.mar.mil.br); além das Normas da Autoridade Marítima (NORMAM) e de diversas orientações sobre o assunto publicadas no site da Diretoria de Portos e Costas (DPC) (www.dpc.mar.mil.br).
Quantas análises de inscrição provisória e permanente são feitas por dia?
Cerca de 10 a 15 processos novos, que se tornam cumulativos com os que receberam Papeleta de Exigência (PE).
Quais os documentos necessários para a emissão de Título de Inscrição de Embarcações de Esporte/Recreio e Jet Ski?
Boletim de Atualização de Embarcações (BADE) - (Anexo 2-A da NORMAM-03/DPC); 2. Procuração, caso aplicável; 3. Requerimento ao Capitão dos Portos (Anexo 2-E da NORMAM-03/DPC); 4. Termo de Responsabilidade (Anexo 3-C da NORMAM-03/DPC); 5. Cópia autenticada da apólice de Seguro Obrigatório de Danos Pessoais Causados por Embarcações ou por suas Cargas (DPEM); 6. Prova de propriedade da embarcação (casco e motor); 7. Cópia autenticada da identidade e do CPF do proprietário ou do contrato social e do CNPJ; 8. Comprovante de residência do proprietário; 9. Título de aquisição e comprovante de regularização junto à SRF (embarcações adquiridas no exterior); e 10. Pagamento de Guia de Recolhimento da União. Além de documentos técnicos: 1. Relatório de Vistoria Inicial. Caso falte algum dos documentos, o processo de inscrição não é iniciado.

Um pouco do Repartimento de tuiué!!!

campo castanheirão!!!!!

Arquibancada

Festa Junina!

Frente do Repartimento quando o rio está cheio!

Cemitério do Repartimento!


Concentração dos times!





Escola Estadual Gilberto Mestrinho!


Vanderlan Barroso no centro Presidente da Asociação do produtores Rurais!




Pastor da Assembléia de Deus Raimundo Luiz.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Ufam descobre planta que "despolui"



Estudos da Universidade Federal do Amazonas descobriram espécies de plantas que auxilia na despoluição dos rios e solo, causados pelo lixo. O estudo foi realizado tendo como base igarapés que sofrem com esgoto e lixo.
TV A CRÍTICA

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Amazonas lança o seu bacalhau tropical

Ele é grande, gorduroso, tem a carne escura e só nada nas águas mornas dos trópicos Mas graças a uma iniciativa público-privada inédita, o pirarucu, um dos maiores peixes da Amazônia, chegará este ano à mesa dos brasileiros de outra forma: como bacalhau.

Essa, pelo menos, é a expectativa da comunidade ribeirinha da Reserva de Desenvolvimento Sustentável de Mamirauá, responsável pela pesca controlada, do governo do Amazonas, que bancou o projeto, e do Grupo Pão de Açúcar, que terá exclusividade para a distribuição do produto no país.

O processo de produção já está em andamento. Por meio de um investimento de R$ 1,5 milhão, divididos entre o Estado e a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), uma fábrica para a salga do pirarucu foi montada dentro da reserva, com capacidade de processamento de 1,5 mil toneladas de peixe por ano. Batizada de Agroindústria de Maraã, a planta foi entregue em agosto, emprega 80 operários locais e recebe peixes de exatos 1.001 pescadores. É um número nada desprezível no universo de oito mil habitantes em Mamirauá. E pode representar não só uma guinada na renda dessa parcela da população como dar sentido econômico para a preservação de uma área altamente biodiversa da Amazônia.

Pirarucu seco, o bacalhau amazônico

“Esse projeto corresponde a uma política de sustentabilidade real e não ficcional”, diz Eron Bezerra, da Secretaria de Estado da Produção Rural (Sepror) e entusiasta do projeto. “É um passo importante para a verticalização da produção regional do Amazonas – ainda muito dependente da Zona Franca de Manaus. Fizemos a primeira fábrica de bacalhau da América do Sul. É uma experiência distinta de tudo o que se fez até hoje. Não podemos errar”.

Mas pirarucu pode ser vendido como bacalhau? “Não existe um peixe chamado bacalhau. Ele é o resultado de uma metodologia de processamento de salga”, explica a veterinária Meg Felippe, especialista no assunto dentro do Pão de Açúcar. A literatura mostra que tradicionalmente cinco espécies são “transformadas” para esse fim (ver gráfico). São peixes de águas profundas e frias – por isso os mais famosos exemplares saem da Noruega e de Portugal.

Entendedores dizem ser possível distinguir uma espécie de outra até na bandeja – filés mais carnudos, mais ou menos escuros, fibrosos. O pirarucu, assim, viria para engrossar esse caldo. “É uma tentativa de tropicalização do bacalhau”, afirma Meg.
“A nossa primeira meta é vender para o Pão de Açúcar. A segunda é vender aos noruegueses”, diz, provocativo, Bezerra.

No ano passado, o pirarucu foi processado e distribuído, sob a marca “Bacalhau da Amazônia”, apenas para o mercado local. Chegaram à fábrica 5.865 peixes – cerca de 130 toneladas. Por serem manejados, o Ibama fica responsável pela determinação de uma cota anual de pesca, que se baseia na evolução da população de pirarucus. Só é permitido retirar 30% dos adultos contados no levantamento feito todos os anos de estoque de peixes, para que não se corra o risco de sobrepesca. É considerado adulto exemplares com no mínimo 1,5 metro.

A prova de fogo será nesta Páscoa, quando o primeiro bacalhau brasileiro será direcionado para os mercados consumidores do Sul e Sudeste. A princípio, o mesmo volume de peixe de 2011 está sendo considerado para este ano.

“É um projeto de sustentabilidade fascinante”, diz Paulo Pompilho, diretor de Relações Institucionais do Pão de Açúcar. Nos últimos meses, o executivo viajou diversas vezes à Mamirauá para acertar detalhes do negócio e orientar à comunidade sobre como atingir os padrões de qualidade exigidos pelo grupo. Ele conta que a salga do pirarucu ocorre há muito tempo. Por tradição, quando o peixe começava a estragar, os ribeirinhos o salgavam para estender o prazo de consumo da carne. “O desafio foi fazer entender que o processo de salga deveria ser o contrário, com o peixe fresco”. A expectativa do Pão de Açúcar – que vende mais de cinco mil toneladas de bacalhau importado a cada ano – é que o bacalhau amazonense abocanhe pelo menos 5% desse mercado.

A pesca representa 65% da renda dessas comunidades. O elo dessa cadeia que começa com o manejo correto e passa pela fábrica local, se estende pela garantia de compra total do produto pelo governo do Amazonas e encerra com a garantia de compra e distribuição do Pão de Açúcar. A Sepror subiu o pagamento do quilo de pirarucu, vendido antes a R$ 3,50, para R$ 5,50. De acordo com Bezerra, o lucro da venda para o grupo varejista será integralmente revertido para Mamirauá.

Para 2012, uma segunda fábrica de processamento de bacalhau está prevista no município de Fonte Boa, também dentro da reserva, o que deve elevar a capacidade instalada total para 5 mil toneladas de bacalhau por ano.

Ana Cláudia Torres, técnica em manejo de pesca do Instituto Mamirauá, acredita que o atrativo dessas iniciativas é também uma oportunidade de provocar a migração para a legalidade nesse mercado. O pirarucu é uma presa relativamente fácil porque se locomove pouco e sobe à superfície para respirar, tirando praticamente todo o dorso para fora da água. Ela estima que ao menos quatro toneladas vendidas por mês são resultado de pesca ilegal.

O manejo do pirarucu é feito entre outubro e novembro. De 1º de dezembro a 31 de maio é decretado o período de defeso, e os meses restantes são de espera do aval do Ibama. Por esse motivo, o governo estadual já estuda criar novos projetos para dar sustentação à fábrica. “Já que não temos matéria-prima para todo o ano, vamos processar outros tipos de peixes de menor valor agregado”, afirma Bezerra. Entre as possibilidades estão o surubim, o pintado, o jaraqui e o piramutaba, todos típicos exemplares da região.

Por Bettina Barros / Valor Econômico